O ESTUDO DO REBOLADO

Na minha própria cultura, enquanto carioca, rebolar é um ato do corpo de mover o quadril e a pélvis, de forma circular, infelizmente altamente sexualizado. Tornar um movimento sensual é a corporização do ser adulto, e a intenção do seu corpo. Ficar sensual é consequência da entrega ao seu corpo e ao sentido de estar vivo.
Rebolar se conecta com o balançar das folhas e movimento das águas, com o ciclo das estações, com plantar e germinar, e com o feminino profundo, presente no inconsciente coletivo.

QUEM PODE SE MOVER? COM QUAL INTENÇÃO?

Rebolar se torna vulgar quando o controle aos corpos e a detenção de poder sobre quem pode ou não e porque e quando fazer determinada coisa/ação.

Nas culturas matriarcais ao redor do mundo, o poder pélvico, e a força pubiana se relaciona com o seu poder de força com a terra, com a mãe, e com você em equilíbrio.

Quando uma criança rebola ela está apenas explorando movimentos de seu corpo.
E sob o olhar social do mundo, devemos protegê-la.

Perder ou não ser uma pessoa com ritmo não implica saber ou não rebolar.
Praticar a circulareidade e a movimentação do quadril abre o campo da circulareidade e prosperidade na materialização da própria vida.

Entender esse lugar, é a melhor forma, de como vale o trocadilho, não perder o rebolado!

Viva cultura de rua, viva o funk carioca, e os quadris libertos e chakras alinhados!

Ayaya

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