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BIOABS ENQUANTO COLETIVO CICLOS VIVOS

Eu costumo dizer que a ARTE ou todo e qualquer propósito que tenha como objetivo central a emancipação do ser humano e o cuidado com a TERRA, caminham por qualquer lugar, como uma entidade viva ... fazendo de nós veículos condutores, e ao mesmo tempo se fazendo fio condutor e fazendo levar. Fazendo chegar. Em 2018, um pouco antes da pandemia, era lua cheia e uma logo com fios que se entrelaçavam vinha no meu mental racional. Nesse caminho do meio e no servir com a medicina da palavra e da escuta muito sempre me foi mostrado, e um trabalho que antes era voltado pra informar mulheres e ter na via prática, no cotidiano uma fralda ecológica, um absorvente de pano .. algo que trouxesse de imediato o resgate propriamente dito e a possibilidade de através de uma rede de apoio e de afeto se safar de todas as artimanhas que o capetalismo e o patriarcado impõe a uma mulher preta. Nessa época, e também um pouco antes em meados de 2014/2015 a gente não vivia postando stories, essa era uma ferramen...

INDÚSTRIA DO CONSUMO

Esse texto é um daqueles guardados nos rascunhos. E é engraçado né? Como a gente tem tanta coisa pra falar e não fala. No meu caso por ponderar.  Sabedoria da palavra. Flecha certeira. Comecei a escrever sobre a indústria do consumo em 2021. Mas o que é a indústria do consumo, caro leitor? Há algumas semanas ouvi de longe, ao redor de uma fogueira, de uma pessoa que não falava comigo, e que também não acredito ser um exemplo interessante a se ouvir que fez um "Curso de Xamanismo". Sim, vamos ler novamente? C u r s o d e     X a m a n i s m o Eu nem me prenderia muito em perguntar valores, quantas pessoas pretas ou xamãs de fato haviam por lá. É engraçado né? Nesse mesmo rolê, trocando uma ideia com um grande amigo e liderança Pataxó dava pra sentir no olhar, o como naquela semana de invasão e disrupturas em seu território na Bahia, ele precisava estar ali com sua força e firmeza, num outro território, onde nesse movimento que se faz, está a trabalho, a serviço, e sem...

FAZ DOIS ANOS QUE EU VOLTEI

Gregorianamente passaram-se dois ciclos, na sociedade moderna. É disruptivo e bem dual né, essa coisa de estar num corpo, numa vida. É maravilhosamente esquisito. Raro. E por ser raro, a gente aproveita? Por ser mágico, vemos que somos a magia? Quando eu penso em tudo que eu sou, nas coisas que penso, e como o mundo é por vezes é como se fosse um vácuo. Imagina ser-criar tudo o que se é. digo, não sou de fato uma abelha e saio voando por aí. Mas vejo, sou de fato a abelha, de algum modo. Eu acordei no dia dos professores desse ano com uma árvore repleta de abelhas, bem na janela. Se sinais existem e falam o tempo todo, olha só mais um bem no meu bom dia. Eu poderia ter ido procurar caixas de abelhas e ter tido longas conversas. Mas preferi observar. Esse segundo ano de observância me trouxe muita coisa boa. Ora expando, ora contraio.  Quase esqueço, aí me lembro. Desde tudo, até o que o eu sou. É como se pra VIVER do sonho a gente precisar quase que de minuto a minuto, rezar ele. N...

TERRAS BAIXAS DE NÁRNIA

 Tatiana e Bruno, amamos vocês!

MUNDO SOL 2025

 Como medir a força do poder do amor?

BRECHÓ SÃO DOM DOM (MULHERES NO CONTROLE)

Se tem mulheres no controle eu vou!!  Seguindo o caminhar a economia circular e tudo aquilo que dá sim pra materializar nesse agora e ir colhendo os frutos no karma-futuro. Quando eu tinha uns dezoito anos eu visualizava um casarão onde pudesse colocar partituras do Sexteto Sucupira e trabalhar dando aulas, recebendo pessoas. Agora com trinta e um, ocupar a casa de cultura e resistência que é o São Dom Dom com o meu servir com a Bioabs e o Brechó Ciclos Vivos que vai girando essa roda com mulheres incríveis em COLAB, garimpos únicos e preços raíz, sendo um lugar super acolhedor e free. Não vendemos bebidas alcóolicas. Funcionamos com uma agenda flexível e há um movimento incrível acontecendo que nasce não a partir da chegada da Bioabs na roda, mas com quem veio bem antes, há pelos menos uns 10 anos ali mesmo, no casco histórico de Niterói. Retornar pra minha cidade só poderia ser assim mesmo: vivendo coisas nada peculiares e misteriosas. Se não fosse assim não seria eu. Não seria é...

GAIA CONNECTION

Como se quantifica os aprendizados da alma? Como se coloca em palavras as infinitas dimensões onde você é capaz de acessar, cavar, escavar, ver, compreender, retornar? Eu senti como se cada ferida aberta no meu coração tornasse ele maior, sabe? E não que a gente deva aceitar se ferir, nada sobre isso, mas esse insight veio como a dor e a delícia que é retirar cada camadinha do véu da ilusão e acessar a verdade. Essa que liberta, expande, cria fortes e indestrutíveis laços. Armazena corretamente as memórias. Equilibra o ego. Eu. Através do elo do respeito. Uma jornada que não veio para ser fácil, mas para ser vivida em pisada firme de caboclo. Exu me colocou dentro da Gaia Connection. Laroyê. E bem, se cada vez que registro algo aqui é sobre indizíveis coisas e relatos de uma vida VIVA, fomos nós outra vez pisar em terra boa, avermelhada, que é a Aldeia Outro Mundo. Existem lugares nessa dimensão que te transportam pra dentro de você. ///continua

ESPELHO, VOZ E RAIZ

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  Se é pra brincar, meu quintal é do tamanho do mundo, e nesse espaço que em 18e lá vai bolinha, meus ancestros aqui também estavam, não tão confortavelmente como eu, laborando. Uma história de altos e baixos, descasos e glórias que começa, na verdade, seis décadas antes, quando surgiu na então Vila Real de Praia Grande em 1827 uma modesta casa de espetáculos no antigo Caminho do Capitão Mor, depois rua da Imperatriz, do Teatro, hoje Rua XV de Novembro.  Quando o grupo @reflexodaterra se formou, exclusivamente para a montagem dessa cena como mostra curta internacional do Festival Niterói em Cena 2025 eu me questionava qual seria o resultado final, dessa entrega de dezoito minutos. Era um imaginário pensar ocupar esse palco com nossas vozes, então logo, cogitei a ideia de associar um canto que a muito tempo estudo e escuto enquanto pesquisadora de grupos e etnias nômades. Em coro, KUNGÔ ecoava em nossas mentes, e logo fecharia nossa apresentação. Escolhemos falar sobre ancestr...

UM MÊS PRA PEDIR PIZZA E LUTAR AS NOSSAS LUTAS

Atotô, e que as trocas justas não se deem apenas pela necessidade. Que os deuses continuem me ensinando o equilíbrio do dar e receber, do doar, do estar disponível sem parecer estar sempre disponível. Abrir espaço. (organizar esse lugar-gestalt) Que Hécate abençoe esse caminhar de comunicAÇÃO, criatividade, fertilidade, sabedoria. Que eu nunca me perca de mim, da essência, de tudo que aprendi, e que as emoções do estar-humano nos faça crescer em aprendizado mas não nos soterrem ou sejam maiores que o ponto de partida que é viver. Se hoje escolho tão delicadamente ao que e a quem dedico minha energia, a própria vida, quando vivida con "TÜZ" nos faz entender que oscilar nunca será uma fraqueza, mas que o percurso é a força, o aprendizado em si. Lua grande no céu, dia nublado, inverno agostino ainda latente, e dessa caverna eu firmo alguns decretos. Conversas afiadas, mas de coração. Não desperdiço meu tempo e entre pesquisa de estudo de canoagem e o meu trabalho como tradutora ...

PEQUENOS OLHOS CASTANHOS

Pequenos olhos castanhos, eu vou te amar no matter wha t, e esse sempre vai ser quase que um mantra pessoal. Porque você, digamos que, fez parte da saída de um buraco criando uma nuvem de possibilidades diante de mim. Porque você, digamos que, testou os meus limites, e hoje eu vejo o quanto aprendi. Porque eu, que há quase dois anos morri e renasci e mudei tanto, que hoje não sei como eu era mas lembro que era bom.  Não sei sorrir como antes, mas tô reaprendendo a sorrir de novo. E isso é bom. Meu irmão me disse esses dias que ainda terei muitos mais momentos felizes em minha vida do que os tristes que essa reviravolta karma-dharma causou. E é nisso que tento focar. Apesar de ser foda, não vou negar e dizer que porque eu compreendo 1% a espiritualidade não seja a coisa mais inusitada que eu já imaginei viver. Mas quem eu sou no meio de tudo isso, o que é o meu coração? Os meus anseios? No que eu confio?  Pequenos olhos castanhos, o que faz você virar menino? Virar caboclo? Vi...