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UM MÊS PRA PEDIR PIZZA E LUTAR AS NOSSAS LUTAS

Atotô, e que as trocas justas não se deem apenas pela necessidade. Que os deuses continuem me ensinando o equilíbrio do dar e receber, do doar, do estar disponível sem parecer estar sempre disponível. Abrir espaço. (organizar esse lugar-gestalt) Que Hécate abençoe esse caminhar de comunicAÇÃO, criatividade, fertilidade, sabedoria. Que eu nunca me perca de mim, da essência, de tudo que aprendi, e que as emoções do estar-humano nos faça crescer em aprendizado mas não nos soterrem ou sejam maiores que o ponto de partida que é viver. Se hoje escolho tão delicadamente ao que e a quem dedico minha energia, a própria vida, quando vivida con "TÜZ" nos faz entender que oscilar nunca será uma fraqueza, mas que o percurso é a força, o aprendizado em si. Lua grande no céu, dia nublado, inverno agostino ainda latente, e dessa caverna eu firmo alguns decretos. Conversas afiadas, mas de coração. Não desperdiço meu tempo e entre pesquisa de estudo de canoagem e o meu trabalho como tradutora ...

PEQUENOS OLHOS CASTANHOS

Pequenos olhos castanhos, eu vou te amar no matter wha t, e esse sempre vai ser quase que um mantra pessoal. Porque você, digamos que, fez parte da saída de um buraco criando uma nuvem de possibilidades diante de mim. Porque você, digamos que, testou os meus limites, e hoje eu vejo o quanto aprendi. Porque eu, que há quase dois anos morri e renasci e mudei tanto, que hoje não sei como eu era mas lembro que era bom.  Não sei sorrir como antes, mas tô reaprendendo a sorrir de novo. E isso é bom. Meu irmão me disse esses dias que ainda terei muitos mais momentos felizes em minha vida do que os tristes que essa reviravolta karma-dharma causou. E é nisso que tento focar. Apesar de ser foda, não vou negar e dizer que porque eu compreendo 1% a espiritualidade não seja a coisa mais inusitada que eu já imaginei viver. Mas quem eu sou no meio de tudo isso, o que é o meu coração? Os meus anseios? No que eu confio?  Pequenos olhos castanhos, o que faz você virar menino? Virar caboclo? Vi...

SOBRE A DEDICAÇÃO DO AMOR, OU DEDICAÇÃO À VIDA

Quando eu morrer não quero festa. Nem esses enterros estranhos, convencionais. Que eu vire uma árvore. Doem os órgãos. Não coloquem minha consciência em nenhum CHIP. Traduzam meus textos, leiam e celebrem. As coisas que mais aprendi estarão tentativamente, resumidas por aqui. Foi massa. No hoje eu aprendo sobre a dedicação do amor, que não muda. É quem eu sou. "EU SOU O AMOR DA CABEÇA AOS PÉS" Mas o que eu venho aprendendo é como não ser otária. Saber aceitar o que a vida apresentou e quer dar. Saber dosar o equilíbrio entre o dar e receber, e tendo sempre esú contando-me aquilo que preciso saber, apesar de na maioria das vezes doer, é um plus, um ferramenta a mais, a verdadeira carta na manga. Tenho refletido nessa transição de arquétipo, por assim dizer, onde ainda vibro sim a máxima da prosperidade, mas agora só oferto aquilo que é ofertado. RECIPROCIDADE. Não vivo a moda toma lá da cá, mas o meu sistema atua com "se há tal ação, há x resultado". Não vivo de acor...

AO CONHECER A DOR DESCOBRIMOS O REAL AMOR EM NÓS

Tocada por águas de oxum e convite para adentrar a um novo território dentro e fora de mim, escrevo. Escrevo por que a beleza dos sentidos é perceber. E quando o que sinto não é bonito?  Eu li o que Lachimi Jaya escreveu: Em dias de solitude o coração doía tanto que a única coisa que eu poderia fazer era ficar ali. Era como se, com a ponta dos meus dedos, pudesse tocar algo semelhante a eternidade. Quando a dor surge, as estrelas parecem brilhar diferente, o vento toca de maneira única. A dor nos faz sensível ao toque sútil. A flor está aberta na pele. Por trás e para além, o néctar está ali. Essa experiência da dor é uma abertura. Uma abertura para o diálogo com o espírito da vida. Dentro das agonias, de caminhos que não levam a lugar algum, qual é a verdade para além do sofrimento? Nas perguntas que oferto ao profundo, encontro motivação para seguir curiosamente a trilha do meu coração. A dor é uma ponte entre o agora e o adiante, sendo possível seguir em frente quando temos musc...

TERRATRONIC - OPEN AIR (terras mitológicas, voando como uma águia)

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Ain't got no time for no haters Just live your life Levar o servir com a Bioabs a festivais sempre esteve nos meus horizontes. É uma honraria abrir caminho através da incensaria natural para que as próximas que venham depois de mim possam saber que em sua linhagem cultuamos a cultura da liberdade e da dança em sua máxima potência. Cultuamos ervas, encruzilhadas, ARTE e honrados os caminhos como nenhum outro, se abrem os portais da prosperidade que transcendem tempo, espaço, compreensão. Em tempos de muitas guerras mentais, bombardeios em territórios, fome, guerras com o lixo. Autosustentabilidade. Libertar-se da escravidão de outras inúmeras formas. Sou muito grata a Charlene, bruxa, hermana, ponte para possíveis tantas coisas e infinitos outros seres que vão cruzando nossos caminhos e auxiliando na caminhada. Nós não vamos nunca mais queimar nessa fogueira. Palavra. E aquele que guarda a terceira cabaça, os caminhos todos, meu centramento. laroyê Muita dança e muito trampo, no cor...

PAZ NÃO É AUSÊNCIA DE CONFLITOS

Entretanto, não deve virar uma guerra.  Politicamente falando, todas as relações geram discordâncias. E há o sexismo impregnado em nossas estruturas, em nosso DNA. Foi quando rompi as estruturas, mais uma vez, e minhas palavras foram tomadas apenas por verdades que entendi que quem segue a linha da caboclada não titubeia, como dizem. É a linha de EXU, onde se paga pra ver mas não se nega o que se vive. Palavra. Hoje é domingo e refletindo muito sobre amizade e silêncio venho com um café de pretinho velho escrever um pouco. Esses dias Rafiki apareceu pra que eu pudesse ter um motivo, analisei seu nome, sua história, se ele era um macaco ou eu estava louca. Rafiki em suaili, língua africana, significa amigo, companheiro. E na comunidade LGBTQIAPN+ é um código para algo a mais que amigo. Parece que a vida está sempre tentando mostrar que por ser intensa o que vivo é inteiramente intensidade. Tenho dormido o suficiente, mas no meu corpo, meus pensamentos revivem nossas últimas conversa...

SOL

Ábrete corazón. Respira coração. Faz uma oração: A natureza mostra o que é preciso aprender. É um estudo devagar, se começa do abc - e do coração. Olhar atento e amoroso, posso agradecer a tudo e ao presente que me faz ser. Há uma força viva no interior, ela te move, te guia, no caminho do amor. Na reza e no silêncio, acolhendo toda dor. O tempo se apresenta como um grande professor. Nos ensina a impermanência, a confiar na divina providência. Se mover com VERDADE, resiliência. Somos uma fonte compartilhada. Que tenta não ferir e partilhar LUZ. Partida porém unificando minhas divinas partes. Alinhando a percepção, e lágrimas fazem parte do alinhamento porque é de dentro que saem. "Cria .. você vai ser feliz demais .. estou me aprofundando aqui nas curas .." De tempo em tempo algo se encerra pra nascer dentro de mim.

SOBRE AQUILO QUE ME ACOMPANHA

Eu tenho Zumbi, Besouro,  O chefe dos tupis, sou tupinambá. Tenho os erês, caboclo boiadeiro, mãos de cura. Morubichabas, cocares, arco-íris. Zarabatanas, curares, flechas e altares. A velocidade da luz, o escuro da mata escura. O breu, o silêncio, a espera. Eu tenho Jesus, Maria e José. Todos os pajés em minha companhia. O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos. O poeta me contou. Não ando no breu, nem ando na treva. É por onde eu vou que o santo me leva. Não mexe comigo, q ue eu não ando só. A vida vai se manifestando de diversas formas. Nas manifestações da natureza encontro com muitas formas. Essas formas decidem quando se manifestar e quando comunicar. Quando unir e quando repelir. É a cognição do mundo, de gaia. De tudo o que é vivo. E eu vou aprendendo, co-criando.

OS CALENDÁRIOS AO REDOR DO GLOBO

Confesso que foi uma surpresa daquelas de cair o queixo, quando me dei conta dos calendários existentes no mundo. No alto dos meus vinte e três anos, pensava que o mundo era uma outra coisa até que vi que na escola nunca me ensinaram sobre antropologia ou contagem de tempo. Até ali eu vivia contando gregorianamente, inocentemente, e ignorando digamos que inteiramente o capitalismo. Foi um boom de informação, porque no mesmo ano o meu pâncreas pararia de funcionar por setenta dias, e nesse processo de internalizar, externalizar, não comer, expurgar e novamente ser preenchida de novas e boas coisas que o tal chamado espiritual se fez bem presente. Mergulhei de cabeça pra estudar a Lei do Tempo, o calendário lunar, o Tzolkin, o calendário da agricultura, os conhecimentos guaranis, mitologias ao redor do globo, e quem era esse Gregório que levava o ritmo do mundo no seu calendário "Gregoriano"? Em pouco tempo a sincronização me retirou do 24/7 e da pancreatite, que era resultado...

SÓ DÁ PRA REGULAR AS EMOÇÕES QUE VOCÊ SE PERMITIR SENTIR

Quando me vi incomodada, irritadiça, e vi nas minhas relações reflexos do que trazia esse incômodo lembrei de uma frase que li e que não me contava nada novo, mas me fez relembrar: "VOCÊ SÓ PODE REGULAR AQUILO QUE SE PERMITE SENTIR." É como se pra "melhorar" daquela sensação só fosse possível, deixar ela passar por você mesmo. Aí percebi que como boa canceriana, e um plus , viúva, era tarefa nova essa de não me preocupar em controlar nada, nem o que achava que estava sob controle (dentro e fora de mim). Conversando com um amigo me vi observando minhas trocas, minhas relações. Assistindo a uma aula que muito critiquei apesar de amar, me fiz questionar a narrativa da heroína e ser sempre a salvadora da própria história, que me faz esquecer um tanto de onde viemos - e por isso a necessidade do recordar rs O SUJEITO DE DESEMPENHO E O HOMEM ADMINISTRATIVO Exaustos e exaustas da produção de si e do ser empreendedor de sucesso de si, nossa geração, e falo isso com plena c...