Eu costumo dizer que a ARTE ou todo e qualquer propósito que tenha como objetivo central a emancipação do ser humano e o cuidado com a TERRA, caminham por qualquer lugar, como uma entidade viva ... fazendo de nós veículos condutores, e ao mesmo tempo se fazendo fio condutor e fazendo levar. Fazendo chegar. Em 2018, um pouco antes da pandemia, era lua cheia e uma logo com fios que se entrelaçavam vinha no meu mental racional. Nesse caminho do meio e no servir com a medicina da palavra e da escuta muito sempre me foi mostrado, e um trabalho que antes era voltado pra informar mulheres e ter na via prática, no cotidiano uma fralda ecológica, um absorvente de pano .. algo que trouxesse de imediato o resgate propriamente dito e a possibilidade de através de uma rede de apoio e de afeto se safar de todas as artimanhas que o capetalismo e o patriarcado impõe a uma mulher preta. Nessa época, e também um pouco antes em meados de 2014/2015 a gente não vivia postando stories, essa era uma ferramen...
Era um dia de Sol, onde alguns organizaram mutirão para realizar a horta dentro do assentamento. Chegamos ali por volta da hora do almoço, pois também reformávamos o deck da varanda da casa do seu Dirceu, que infelizmente ficou pela metade. Essas memórias que vêm e vão enquanto escrevo faz parte do meu yin-yang interno e pessoal, que de alguma maneira venho partilhar aqui. Não há segredo algum. Minha vida é um livro aberto, em três idiomas. E assim, sem segredos, vamos caminhando por esta terra e vendo flores brotarem como esta pequenuxa que roubou o coração de sua dindinha. Um dia Vitória me perguntou, dinda porque eu e você tem nome gente branca e não fala a língua? Deu um nó na minha garganta. Dindinha explicou que nossas culturas muuuuito misturadas se perderam no tempo e que nosso presente é resgatar tudo isso. Em seguida ela disse que entendia o que a mamãe falava, mas que era dificil falar. Era também por causa dela o meu projeto de mestrado, de uma Escola Indígena Poliglota em ...
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