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UM CASAL, PRA SEMPRE

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Sempre. Não importa o tempo do que é ou foi, ou o que ainda temos aqui no planeta, e nem como o percebemos, mas sim as conexões que fazemos durante esse curto-tempo; até chegar o nosso "pra sempre".  Há algo de transcendental em acompanhar quem você ama até o último dia de sua vida aqui na TERRA. Ainda que a espiritualidade nos cuide e nos ensine, e nos prepare para lidar com os ciclos de vida-morte-vida; ser testemunha de algo tão ímpar, tão profundo, aguça meus seis sentidos de maneira a não conseguir mais me conectar com os mundos como antes. Sempre fui minimalista e imediatista, pouco impulsiva. De poucos, porém bons e leais amigos. Fieis escudeiros. Sempre fui livre e caminhante solo. Aprendiz. Até que num dia de agosto encontrei um velho amigo, grande companheiro, e nunca mais caminhei só. Gosto das palavras e das fotos como ferramentas do comunicar algo atemporal. Que faz sentir o momento exato. Nessa experiência, ou simulação, ou experimento eterno dos deuses e da môn...

PALAVRAS E COMPOSIÇÕES

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Em ordem não cronológica, minhas colagens modo analógico sempre me dizem de modo atemporal as palavras precisas, as mensagens certeiras para o meu presente. Meu eu do passado fotografou e registrou o que hoje me firma por aqui nesses trinta dias em outro tipo de conexão comigo, com a vida e com o meu esposo. Encontrar essas linhas, feitas em outro momento da minha antiga vida me mostra algo pelo caminho. Algo do que fui, do que era, do que sou.  Uma exposição virtual e perpétua de pensamentos antigos, porém atuais:  

"Mekukradjá Obikàrà: com os pés em dois mundos."

Sobre a passagem de meu companheiro, o tempo, e os ciclos de vida-morte-vida. Há quinze dias estou nesse processo de assimilação. Dezesseis. Quase vinte. É cedo para escrever? É tarde pra registrar os detalhes? Como entender esses recortes que estão em minha cabeça? Como equilibrar essa vida nova que surge a partir de toda essa mudança? Mais alguns dias se passaram. E eu ainda estou aqui. Era um dia sol cósmico amarelo, kin 260, e eu ouvi sobre estímulo e inibição. Pressão, inflação (do ato de inflar-se). Acolhimento e ataque. Somente uma continuidade dessas qualidades-movimento em ciclicidade, faz-se possível e sustentável à tecnologia invisível dos fluxos vitais que "garantem" a vida. Há algo de muito ancestral em ir para frente em consonância com o que está atrás. Mesmo por meio de mudança transformacional ou destruição espontânea, a ciclicidade impera na natureza transitória das coisas, na mediação da vida e da transfiguração. Ação e ascenção. Decantação após o ápice, rep...

ABUELA TERESA

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  Eu tenho uma estrutura interna que suporta grandes conexões, apesar da baixa estatura. Essa é a senhora Teresa, a minha abuela venezolana. Nascida em 11 de Julho, canceriana como yo. Nos encontramos na cidade de Mérida e ela me alugou um quarto na sua casa, e outro no seu coração.  Essa foto é do dia da minha formatura, e foi tirada pela minha mãe. Dona Teresa foi parteira, enfermeira, vendedora, militar, mãe, sabia um pouco de tudo, e fazia arepas bem cedinho pra acordar a gente. No café, ensinou que misturar um pouquinho de chá de hortelã na xícara já servida nos traria mais clareza no dia. Privilégios de conviver com ela. Senhora Teresa criou e compartilhou a vida com seu filho César, que conheci já adulto, que possuía grau de autismo e me ensinou a jogar xadrez. César fez pra mim em território ditatorial o melhor pie de limón, torta de limão, da minha vida. Receita de domingo. Há memórias mais vivas do que eu poderia desenhar ou escrever. É um grande presente poder perce...

O INÍCIO DA PRIMAVERA

 A saída da caverna. O olhar para fora. Os inícios. Os (re)começos. Se repararmos bem as estações são convenções planetárias. Marcam a passagem do tempo. Nos trazem a perceber que tudo muda ao nosso redor, e que nós também mudamos e nos moldamos a nós mesmos, a aquilo que queremos ser. Impor limites em nossas relações faz parte do amadurecimento, percebo que girando esse ciclo agora estou muito mais caminhante e exigente com aquilo que quero para mim, ao meu redor - que consequentemente se relaciona com aquilo que entregamos para o mundo de volta. Eu vejo a chegada da primavera como a entrada do segundo semestre, ou realmente um novo ano, considerando os ciclos todos. Hoje, não casualmente faz bastante frio, apesar do sol lá fora. Saúdo ao movimento e a energia que faz com que vejamos a oportunidade que temos a cada novo amanhecer. Após lunar em lua quarto minguante, retomo a escrita saudando a parte de mim que cuida dessa parte. Faça sua coroa de ervas e flores! Visite aos amigos!...

HÁ BELEZA NA SINCRONICIDADE

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Há beleza na sincronicidade. Há beleza na oportunidade de perceber. Só voce vai enxergar a vida pelos seus olhos. Só voce pode olhar para todos os atravessamentos e dizer: "opa, a partir daqui vou sozinho" ou "opa, a partir daqui vou acompanhado" ou ainda "opa, a partir daqui vou no coletivo". Hoje cedo falava com uma amiga de longa data sobre como para mim é interessante o momento da vida em que me encontro: estável e livre de um sistema que me adoecia e de uma rotina que em nada favorecia minhas habilidades. Comentei o quanto percebi, a pouco, que apenas agora no final desse primeiro semestre, entendi de fato que é recente o fato de eu ter me libertado. É recente o fato de estar vivendo de fato a vida que há alguns anos decidi que iria viver. Como coincidencias nao existem, voltei a acessar os sonhos após a noite de eclipse. No meu último registro do outro lado, lembro que uma voz me dizia: mas respira, tá dificil porque voce nao está lembrando de respir...

REPLANTIO DA HORTA SUPERVIVENCIAL

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No o domingo foi celebrado comercialmente el dia de las madres. Pelo que vivenciei e entendi, nosso existir se alinhou em devolver pra madre Terra um pouco do nosso foco e cuidado. Abrimos a composteira na horta (depois de um mes em sacos plasticos sendo abafada para fermentar) e alinhamos a ideia de fazer canteiros, e biofertilizar o solo - a parte prática, acessível. Enquanto trabalhava de homeoffice dava um pouco de direcionamento (pedido ou nem tanto assim) aos meninos, e a teoria adquirida nas aulas online da UNIPERMACULTURA em tempos de pandemia finalmente estavam sendo colocadas em prática. Nossa composteira é da @residuosdaterra - aloou Ju honro muito como seu trabalho tem me auxiliado nesse agora .. nao tem frio ou falta de tempo quando se tem uma compostagem funcional! E ela que antes morava conosco no apartamento, agora mora na horta, com os canteiros. A despeito de tudo o que se pode sentir e sobre o corpo, que sente e expressa muito mais do que podemos entender .. somos se...

O QUINTAL DA NOSSA CASA DA ÁRVORE - AIRBNB

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Os anfitriões de experiências são moradores locais entusiasmados que podem fazer com que as pessoas se sintam em casa enquanto experimentam algo novo. Eles devem atender a esses padrões: Conhecimento especializado:  ter habilidade, conhecimento ou experiência excepcional antrior naquilo que se está oferecendo aos convidados. Acesso:  oferecer aos hóspedes algo que eles não poderiam fazer por conta própria. Conexão pessoal:  proporcionar interações significativas entre todos. Esses foram os requisitos quando decidimos entrar (ainda mais) para a comunidade local, e começar a receber nossos amigos (e viajantes) na nossa casa. A casa da árvore foi um projeto pessoal do Alex, que generosamente me incluiu e sedeu boa parte de espaço e criatividade, para que ali eu também pudesse co-existir e assim, SER. Ali passamos algumas noites em claro, outras assando marshmallows, outras ao redor do fogo, tomando chá, outras ainda pensando se teríamos um teto verde ou se uma espécie de gla...

A CASA HOBBIT

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 Texto em construção.

ABRIL DE DOIS MIL E VINTE E DOIS

Mudanças. Muitas mudanças. Mudanças rápidas, muitas decisões. Vagando pelos corredores da minha mente logo quando despertei ainda dentro aqui do corpo, li algo que registrei no bloco de notas do celular algum tempo atrás: "Na vida estamos para aprender sobre dualidades. Estou disposta ao agora?  Estou disposta a ser aprendiz? A ensinar sem impor? Não conheço o caminho então vou na fé. Que nunca me desamparou. Sinto amor no meu coração. E dúvidas. Agradeço a casinha fisica do apartamento,  pelos anos aqui sendo abrigada, sendo locatária, desse lar por mim co-criado. Tudo que vivi aqui. Agora é hora de deixar ir. Sem apegos. Praticar o nada é meu. Nesse plano matéria. Honrar os saberes, as crenças, minha criança interior, o suor do trabalho,  sabendo hoje que não tem de ser suado, que não estou escrava aqui. Os outros não irão entender.  Nenhum outro humanoide. Mas você vai. Então pare de tentar explicar, criança. Mudar-se MuDAR-se MudAR-se Mudar - a SI Sempre e sempre...